Seguro Viagem Nacional e Internacional: Por Que Contratar e Como Escolher
O que o seguro viagem cobre, quando ele é exigido, o que a regra da Susep garante ao viajante e o que comparar antes de fechar um plano, dentro e fora do Brasil.
Ninguém planeja uma viagem pensando em ficar doente, perder a mala ou precisar voltar às pressas para casa. Mas imprevistos acontecem, e longe de casa eles costumam custar caro. Uma consulta de emergência ou uma internação no exterior pode consumir muito mais do que o valor da viagem inteira. É para esses momentos que existe o seguro viagem.
Neste artigo, você vai descobrir o que o seguro viagem cobre, em quais destinos ele é exigido, o que muda entre viagens nacionais e internacionais e como comparar os planos antes de contratar.
O que é o seguro viagem
O seguro viagem é um contrato que garante atendimento ou indenização se algo previsto na apólice acontecer durante a viagem. No Brasil, ele é regulado pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), pela Resolução nº 315, de 2014, e fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
É importante não confundir: seguro viagem não é plano de saúde. Ele cobre urgências e emergências durante a viagem, e não consultas de rotina ou a continuidade de tratamentos.

mala, passaporte e documentos de viagem, ou saguão de aeroporto, foto própria Foto: Lugares & Atividades.
Por que contratar: 5 motivos
- Despesas médicas no exterior são altas: em muitos países não há atendimento gratuito para turistas, e a conta chega em dólar ou euro.
- Alguns destinos exigem: os países do Espaço Schengen, na Europa, pedem seguro com cobertura mínima de 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares. O comprovante pode ser solicitado na imigração.
- Cobre mais do que saúde: dependendo do plano, inclui extravio de bagagem, cancelamento de viagem, regresso antecipado e despesas com funeral.
- Dá suporte em outro idioma: a central de atendimento indica onde ser atendido e orienta o viajante, o que faz diferença em um país desconhecido.
- Custa pouco perto do risco: o valor do seguro costuma ser uma pequena fração do custo total da viagem.
Viagem internacional: o que a regra garante
Pela Resolução CNSP nº 315, todo seguro para viagens ao exterior deve incluir, obrigatoriamente:
- Despesas médicas, hospitalares e odontológicas em caso de urgência ou emergência;
- Traslado médico, que é o transporte até o local de atendimento mais adequado;
- Regresso sanitário, quando o viajante não tem condições de voltar como passageiro comum;
- Traslado de corpo, em caso de morte.
Outras coberturas são opcionais, como bagagem, funeral, cancelamento de viagem e regresso antecipado. A norma também determina que crises de urgência ou emergência ligadas a doenças preexistentes sejam atendidas até o limite contratado, ainda que o tratamento contínuo da doença não seja coberto.
Viagem nacional: vale a pena?
Dentro do Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) atende emergências em todo o território, e o seguro não é obrigatório. Ainda assim, ele pode ser útil em alguns casos:
- quando o seu plano de saúde é regional e não atende fora da sua cidade ou do seu estado;
- em viagens para lugares remotos, onde um traslado médico pode ser necessário;
- em viagens com passagens e reservas caras, pela cobertura de cancelamento e de bagagem.
Nas viagens nacionais, a regra é mais flexível: a seguradora deve oferecer pelo menos uma das coberturas básicas. Por isso, leia com atenção o que cada plano inclui.
Como escolher o seguro viagem
- Verifique as exigências do destino: consulte o consulado ou o Portal Consular do Itamaraty para saber se o país exige seguro e qual o valor mínimo.
- Olhe primeiro o limite de despesas médicas: é a cobertura mais importante. Destinos com saúde cara pedem limites maiores.
- Leia as exclusões: esportes de aventura, gravidez, doenças preexistentes e acidentes ligados ao consumo de álcool estão entre as exclusões mais comuns. Se a viagem inclui trilhas, mergulho ou esqui, confirme se a atividade está coberta.
- Entenda como funciona o atendimento: alguns planos pagam o hospital diretamente e outros funcionam por reembolso, exigindo que você guarde todos os comprovantes.
- Confira o seguro do cartão de crédito: alguns cartões oferecem seguro viagem, mas costumam exigir que a passagem seja paga com o cartão e que o bilhete do seguro seja emitido antes do embarque. Verifique limites e condições.
- Confirme se a seguradora é autorizada: a Susep mantém uma consulta pública das empresas autorizadas a vender seguros no Brasil.
- Cubra a viagem inteira: a vigência deve ir do dia da partida ao dia do retorno.
4 curiosidades sobre seguro viagem
- Direito de arrependimento: é possível desistir do seguro em até 7 dias após a contratação, desde que a viagem ainda não tenha começado.
- Schengen são 29 países: o espaço de livre circulação europeu inclui destinos como Portugal, Espanha, França, Itália e Alemanha. Reino Unido e Irlanda ficam fora dele.
- Regresso sanitário: é a cobertura que paga a volta para casa em condições especiais, como em maca ou com acompanhamento médico.
- Seguro não é assistência: o seguro é um produto regulado pela Susep, com apólice e coberturas definidas. A assistência é a prestação de serviços de apoio ao viajante. Muitos planos combinam os dois.
Dicas de viagem: usando o seguro na prática
- Antes de viajar: salve a apólice e os telefones da central no celular e deixe uma cópia com um familiar.
- Em caso de problema: sempre que possível, ligue para a central antes de procurar atendimento. Ela indica a rede e orienta o procedimento.
- Guarde tudo: laudos, receitas, notas fiscais e comprovantes são exigidos nos pedidos de reembolso.
- Bagagem extraviada: registre a ocorrência no balcão da companhia aérea ainda no aeroporto. Esse registro é pedido pela seguradora.
- Viagem em família: confira se há limite de idade e se todos os viajantes estão incluídos no plano.
Antes de fechar o seguro, anote as atividades que você pretende fazer no destino, como trilhas, cachoeiras ou passeios de barco, e pergunte por escrito se cada uma está coberta. Guardar essa resposta evita discussões depois.
Viajar com tranquilidade
O seguro viagem é daqueles itens que a gente torce para não usar. Escolhido com atenção às coberturas e às exclusões, ele evita que um imprevisto se transforme em um grande prejuízo e deixa a família livre para aproveitar o destino.
Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui a leitura das condições gerais da apólice nem a orientação de um corretor de seguros habilitado. A revista não recomenda seguradoras ou planos específicos.
Onde se hospedar: Ao reservar hotel ou pousada, verifique a política de cancelamento. Se a reserva não for reembolsável, a cobertura de cancelamento de viagem do seguro passa a ser ainda mais importante. Guarde os comprovantes das reservas junto com a apólice.
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