Bosque dos Buritis: o pulmão verde que nasceu com a cidade
O Bosque dos Buritis é mais velho que a maioria dos prédios ao seu redor. Ele nasceu junto com Goiânia — e continua sendo, mais de nove décadas depois, um parque público e gratuito no meio do centro.
Poucos parques carregam tanto peso histórico quanto o Bosque dos Buritis. Ele já estava previsto no plano urbanístico original de Goiânia, desenhado pelo arquiteto Attílio Corrêa Lima em 1933, e foi inaugurado no mesmo dia da fundação da cidade: 24 de outubro de 1933. É o patrimônio paisagístico mais antigo da capital.
De 40 hectares a um parque ainda gigante
A área original prevista era de cerca de 400 mil m² — ao longo das décadas, partes foram doadas para colégios, para a construção da Assembleia Legislativa e para outros usos urbanos. Ainda assim, o Bosque preserva hoje aproximadamente 141.500 m², um número e tanto para quem está a poucos minutos a pé do centro comercial da cidade.
O nome do parque homenageia o buriti, palmeira símbolo do cerrado goiano, que floresce entre abril e agosto.
Dentro do Bosque funciona o Museu de Arte de Goiânia e o Centro Livre de Artes (CLA), espaço da própria Prefeitura que oferece aulas gratuitas de pintura, dança e desenho para todas as idades — sem custo, sem inscrição em academia particular.
Procure o Monumento à Paz Mundial, obra do artista goiano Siron Franco que reúne terra doada por diferentes países. Fica perto do orquidário — um viveiro público de orquídeas que poucos visitantes de primeira viagem conhecem.
Um parque para caminhar, respirar e voltar
Com pista de caminhada de 2,5 km, academias ao ar livre e lagos que refletem a vegetação nativa, o Bosque funciona como um verdadeiro respiro dentro da malha urbana — de graça, público, e cuidado pela cidade que o construiu junto com sua própria fundação.