Feira dos Importados de Taguatinga: patrimônio cultural do Distrito Federal
Em 1996, vendedores ambulantes removidos do centro de Taguatinga ocuparam uma área cedida pelo governo do DF. Quase 30 anos depois, aquele espaço virou lei — reconhecido oficialmente como patrimônio cultural, social e econômico do Distrito Federal.
A Feira dos Importados de Taguatinga nasceu em 1996, quando vendedores ambulantes que ocupavam a região central da cidade foram deslocados para uma área de quase cinco mil metros quadrados cedida pelo Governo do Distrito Federal, a partir de lei proposta pelo então deputado Wasny de Roure.
De ocupação provisória a lei de patrimônio
Em 2024, quase três décadas depois, a Feira foi reconhecida como de relevante interesse cultural, social e econômico do DF, por meio da Lei nº 7.519, sancionada pela governadora em exercício Celina Leão. A norma prevê ainda a possibilidade de tombamento e outras formas de proteção do espaço no futuro.
A Feira abriga atualmente 445 lojas de diversas categorias, sendo um dos maiores polos de comércio popular do Distrito Federal.
Localizada na Área Especial nº 7, ao lado da Escola Classe 1 e do Hospital São Vicente, a Feira funciona de terça a sábado, das 8h às 18h, e aos domingos das 8h às 15h. Como explica a associação de feirantes que administra o espaço, praticamente toda a infraestrutura do local foi construída pelos próprios comerciantes ao longo dos anos.
Vá durante a semana para fugir do maior movimento do fim de semana — e negocie: parte considerável do comércio ali funciona com preços flexíveis, especialmente em compras de mais de uma peça.
Um espaço público construído coletivamente
Mais que um ponto de comércio, a Feira dos Importados é hoje um símbolo da organização comunitária de Taguatinga — um espaço por natureza público que sobreviveu quase 30 anos graças à união dos próprios feirantes.