Palácio do Planalto: por dentro do endereço mais vigiado do país
Local de trabalho de todo presidente do Brasil desde Juscelino Kubitschek, o Palácio do Planalto é também um museu a céu aberto — com entrada gratuita para quem sabe a hora certa de visitar.
Projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 21 de abril de 1960, o Palácio do Planalto representa o Poder Executivo no triângulo da Praça dos Três Poderes. O nome faz referência ao planalto onde Brasília foi erguida, e a arquitetura repete a assinatura de Niemeyer: colunas finas que dão a ilusão de que o edifício mal toca o chão.
Uma coleção de arte que pertence ao país
O acervo cultural da Presidência reúne obras de nomes como Di Cavalcanti, Athos Bulcão, Djanira da Motta e Silva e Alfredo Volpi, além de peças de artistas contemporâneos — incluindo representantes indígenas e de outros grupos historicamente sub-representados. É um patrimônio público, aberto para quem quiser conhecer.
A escultura Os Candangos, de Bruno Giorgi, na Praça dos Três Poderes, homenageia os trabalhadores que ergueram a nova capital.
A visitação pública ao interior do Palácio acontece aos domingos, quando não há expediente. O roteiro passa pelos salões Nobre, Leste e Oeste, pela Sala de Reuniões e por um mostruário das obras de arte — sempre com entrada gratuita.
Leve um documento de identificação e chegue cedo: os grupos de visitação são pequenos, formados a cada 30 minutos, e a procura nos domingos costuma superar a capacidade dos primeiros horários.
Um símbolo, não uma empresa
Diferente de boa parte dos roteiros turísticos do país, aqui não há ingresso pago, bilheteria ou concessão privada — apenas um prédio público, mantido pelo Estado, aberto para qualquer cidadão que queira conhecer a sede do governo federal.