STF: arte, história e a Estátua da Justiça em concreto flutuante
O prédio do Supremo Tribunal Federal é, nas palavras de quem o visita, um convite: a leveza do traço de Niemeyer faz o concreto parecer que flutua — e o efeito fica ainda mais bonito à noite, com a iluminação.
O Palácio do Supremo Tribunal Federal foi concebido por Oscar Niemeyer, com projeto estrutural do engenheiro Joaquim Cardozo — o mesmo que calculou as bases delgadas da Catedral de Brasília. Ocupa um dos três vértices do triângulo equilátero da Praça dos Três Poderes, junto ao Congresso Nacional e ao Palácio do Planalto.
A Estátua da Justiça e o museu do Tribunal
O roteiro de visitação começa do lado de fora, em frente à obra "A Justiça", esculpida em granito em 1961 por Alfredo Ceschiatti, inspirada nas deusas Têmis e Iustitia. Com mais de três metros de altura, é uma das esculturas mais fotografadas da capital.
O edifício foi tombado pelo IPHAN em 2007, no centenário de nascimento de Oscar Niemeyer.
Dentro, o Museu do STF guarda os originais das Constituições brasileiras, mobiliário de época e obras de arte — incluindo um painel de Athos Bulcão no plenário, que simboliza a justiça dos homens ao lado do Crucifixo de Ceschiatti, símbolo da justiça divina.
A visita passa também pelo Salão Branco, reservado a solenidades, onde uma galeria reúne os retratos de todos os ex-presidentes da Corte desde o período do Império — um protocolo mantido até hoje.
Um patrimônio público, sem fins comerciais
Como os demais palácios da Praça dos Três Poderes, o STF não cobra ingresso. É um espaço institucional mantido pelo Estado brasileiro — parte do mesmo conjunto arquitetônico reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.